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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Nunca perguntes o caminho


«Vamos supor que só supondo se vai longe. E que as pessoas, quando crescem, se dividem entre aquelas que insistem em crescer e as que desistem de o fazer. E as que insistem em crescer - supondo, sempre - abrem o peito e imaginam, caiem em tentação e (talvez por isso) não se orgulham, por vezes, de si mesmas, mas se misturam em todos os seus gestos. Mas que, ainda assim, perguntam e duvidam. E regateiam (todos os gestos!). E  namoram. Sempre. Vamos supor, ainda, que não desistes de, sem nunca to dizer, teres quem te dê a entender: "eu estou aqui!". Então, se for assim, supondo claro, vai em frente. Mas... "nunca perguntes o caminho. Porque, senão, corres o risco de nunca te perderes".» 
-Eduardo Sá

sábado, 22 de dezembro de 2012

«Keep on the Balaclava»





Vivemos em busca do melhor para nós próprios e tentamos construir um mundo onde só nós temos passagem. Recusamos a partilha e desprezamos a suposta «inferioridade» dos que nos rodeiam. Estamos comandados para isso. Não passamos de máquinas programadas para a rotina.
Deixamos que nos levem e que nos arranquem a vontade própria até que, entramos num ciclo vicioso impossível de ser mudado. Aos poucos, deixamos de ter crenças, sonhos e objectivos sem sequer nos apercebermos da tragédia em que nos tornamos.
Aquilo em nos inserem nem sequer merece ser chamado de «vida» pois é demasiado melancólico para tal elogio.
Somos máquinas capazes de revolucionar algo se deixarmos que a avaria nos conquiste o sistema.

p.s.: como é que o «diferente» é igual para toda a gente?

domingo, 16 de dezembro de 2012

Uma tempestade e um copo de àgua




 



E quando penso que já não há mais nada para escrever sobre determinado assunto, acontece algo.
Quando penso que já consegui arrumar tudo dentro de uma caixa e fechá-la a sete chaves, tu apareces.
Quando julgo que já entrei na porta seguinte, apercebo-me que ainda estou presa. 
Apesar de achar que consigo ignorar o que acontece apercebo-me de que te tornaste numa parte maior do que o todo e, isso incomoda-me. Assusta-me o facto de estar dependente de algo. Perturba-me demasiado a ideia de me perder por «tua» causa.
Tenho medo que a dependência se agrave e, é esse o meu problema. O medo.